O santo e a porca

domingo, 6 de dezembro de 2009

O livro O santo e a porca é uma peça teatral brasileira escrita, em 1957, por Ariano Suassuna (1927-), cuja trama se passa no sertão nordestino e revela o imaginário popular religioso dos habitantes da região das secas.

O personagem principal é Euricão Árabe, um homem avarento que vive a proteger a porquinha de madeira recheada de dinheiro. Para isso, ele conta com o auxílio divino de Santo Antônio. Daí, o título do livro.

Mas, mal sabe Euricão que o dinheiro guardado por tanto tempo, com intuito de enriquecer, não tem mais nenhum valor monetário. Quem o avisa é Eudoro Vicente, o noivo rico de Margarida, sua filha, e de Benona, sua irmã.

Ambas estão metidas ingenuamente nas confusões de Caroba, a servente chantagista de Euricão, que arma todos os conflitos em torno do casamento de Eudoro em troca de uma terra para morar.

Caroba namora Pinhão, o servente malandro de Eudoro, que precisa de dinheiro para casar-se com ela. Ao escutar uma conversa, ele descobre a existência da porquinha de madeira de Euricão. Ele a rouba e faz Euricão enlouquecer.

Margarida quer casar-se com Dodó, o filho de Eudoro Vicente, que abandona os estudos às escondidas para servir a Euricão, sob o pretexto de vigiar os passos de Margarida e, assim, ficar próximo dela. Em toda trama, ele aparece travestido para que o pai não o reconheça.

Ao findar a trama, todos estão felizes, menos Euricão: Margarida casa-se com Dodó, Benona com Eudoro e Caroba com Pinhão. E Euricão fica sozinho, sem dinheiro e sem família, somente com seu Santo Antônio.

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A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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