O passageiro

domingo, 20 de dezembro de 2009

Outro dia, ganhei numa promoção o livro O passageiro: segredos de adulto, de Cesario Mello Franco. A história conta a vida de Antonio Berlinsky, filho do banqueiro Mauro Berlinsky e da socialite Ângela Berlinsky.

O cenário é o Rio de Janeiro da atualidade: as praias maravilhosas em contraste com as favelas subindo pelas encostas dos morros e a vida das pessoas de bem interrompida pelos atos violentos das pessoas do mal.

Narrado em primeira pessoa, no decorrer do enredo, o leitor se sente nos mesmos caminhos percorridos por Antonio, um adolescente angustiado com a morte por assassinato do pai, Mauro, horas depois de uma discussão entre eles.

Por causa do remorso por tal discussão, Antonio resolve, então, investigar o assassinato para saber o que seu pai fazia naquela hora e com quem ele estava. É quando Antonio encontra Carmem, a amante inconseqüente, suspeita do crime.

Enquanto isso, a mãe de Antonio, Ângela, vive isolada no próprio quarto, de um apartamento luxuoso em Copacabana, em profundo estado de depressão e viciada em bebidas alcoólicas.

Sem pai e sem mãe presentes, ao mesmo tempo em que Antonio se envolve com as descobertas sobre a vida misteriosa do pai, ele usa drogas, se delicia com o sexo, escuta muito rock’n roll e se diverte com os amigos.

Enfim, este livro retrata as conseqüências de um relacionamento conflituoso entre pais e filhos. E, embora, o enredo tenha uma visão pessimista sobre a vida, por conta da personalidade negativa de cada personagem, o livro traz à tona aquele velho ditado popular: “o dinheiro não traz felicidade”.

***

Além da leitura, que tal assistir também ao filme? Dirigidos por Flávio Tambellini, os atores Bernardo Marinho, Antônio Calloni, Carolina Ferraz e Giulia Gam dão vida aos papéis principais da trama.

Um comentário:

  1. Meninas, no último fim de semana, eu assisti este filme. Muito BOM!

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Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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