O gosto da guerra

domingo, 17 de janeiro de 2010

Publicado pela primeira vez em 1969, O gosto da guerra, de José Hamilton Ribeiro (1935-), é um livro-reportagem sobre a Guerra do Vietnã (1961-1975), para onde o jornalista brasileiro foi enviado como correspondente internacional da Revista Realidade, em março de 1968.

A pauta a ser cumprida por ele era cobrir a guerra sob dois pontos de vista: o do Vietnã do Norte, dominado pelos comunistas, e o do Vietnã do Sul, dominado pelos americanos. Devido à dificuldade na obtenção do visto para entrar na porção norte, o jornalista, então, permaneceria 40 dias no sul.

No último dia de trabalho, o fotógrafo japonês, Keisaburo Shimamoto, que o acompanhava, o convenceu a adiar o retorno ao Brasil para cumprir uma última pauta – o que poderia lhe render fotografias promissoras.

Naquela ocasião, os Estados Unidos promoveriam uma ação de reconhecimento e de “limpeza” numa aldeia da Estrada sem Alegria e, ainda, mais um assalto aéreo sobre uma colina, onde os inimigos já eram bem conhecidos – os vietcongues.

Foi, então, ao caminhar pela Estrada sem Alegria, uma das regiões mais perigosas da guerra que Zé Hamilton pisou numa mina terrestre e perdeu a perna esquerda. O fotógrafo Shimamoto, por fim, encontrou a sua foto de capa: Zé Hamilton ferido, depois do acidente.

Por conta disso, a volta do jornalista ao Brasil ocorreria meses depois de sua peregrinação por hospitais do Vietnã, de Tóquio e de Chicago.

***

Na edição publicada em 2005, depois de muitos anos de esgotamento, o jornalista acrescentou relatos sobre sua visita ao local do acidente 30 anos depois. Iria cumprir mais uma pauta para o programa comemorativo, Contagem Regressiva, dos 30 anos da Rede Globo.

2 comentários:

  1. A Dani sempre chique, heim!! "Ortografo" e tudo!! Dá-lhe Dani, arrasou!

    Estou esperando as receitas...

    bjs e até breve!

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  2. Chique, né?!. Tenho vasculhado meus álbuns a procura de momentos tietagem para postar aqui.

    Em breve, Salim Miguel! Só falta ler o último livro que ele publicou e autografou para mim naquele dia do Festival Cultural da nossa Universidade.

    Beijos! Bom fim de semana!

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Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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