Poliana

domingo, 10 de janeiro de 2010

Neste fim de semana, eu li o livro Poliana, da autora norte-americana Eleanor Hodgman Porter (1868-1920). Trata-se de um romance infanto-juvenil, considerado literatura clássica mundial, publicado em 1913.

A menina Poliana, de 11 anos, é a personagem principal. Órfã de pai e mãe, ela se muda para casa da tia materna Paulina, que não se entusiasma com a notícia e a trata com indiferença quando esta chega a sua casa.

Paulina é uma mulher rica, rígida e severa que se irrita com qualquer coisa e jamais se mostra contente quando tudo está bem. A empregada Nancy se imagina varrendo os cantos da alma desta mulher, pois, neles há muita sujeira.

Aliás, é Nancy quem busca Poliana na estação ferroviária, prometendo para si mesma fazer de tudo para a menina ser feliz na casa de Paulina. Nancy é a primeira pessoa a aprender o “jogo do contente”.

Já o velho Tomás, o jardineiro, acredita que a patroa tem alma e espírito humano, sim, pois, ela até já havia amado alguém na vida! A amargura no coração era o resultado do fim deste romance, que, ao longo do enredo é descoberto por Poliana.

Além das pessoas da casa, Poliana tenta também alegrar a vizinhança. Para agradar uma senhora entrevada na cama, por exemplo, ela abre as janelas do quarto escuro, penteia-lhe o cabelo e a faz olhar-se no espelho para ver o quão é bonita.

Já para o Sr. Pendleton, ela logo trata de chamar um médico quando ele quebra a perna numa floresta. E, nos dias seguintes, o visita constantemente e até o leva geléia de presente.

Nestas visitas, o Sr. Pendleton confidencia a Poliana que ele havia sido namorado da mãe dela. Por conta disso, ele pede que ela more junto dele, pois, ele quer fazê-la herdeira. Poliana nega, dizendo que não quer deixar sua tia só.

Como sugestão, Poliana diz que ele pode adotar o pobre menino Jaime, pois, quando ela o levou para a casa da tia Paulina, ela não aceitou e o chamou de sujo e mendigo, ofendendo o menino que queria apenas um lar e um trabalho.

Certo dia, Poliana é atropelada por um automóvel e corre o risco de não andar mais. Quando escuta a notícia, ela se entristece, porém, ao saber que o Sr. Pendleton adotou o menino Jaime, ela alegra-se muito.

Todas as pessoas que visitam Poliana mencionam o “jogo do contente”, deixando Paulina confusa. E aí ela se interessa em saber de que consiste o tal jogo. Quem a esclarece é Nancy.

Este jogo consiste em encontrar alegria até mesmo nos momentos em que há tristeza e desapontamento. Para Poliana, viver significa fazer aquilo que lhe agrada e aprender a viver é cumprir obrigações, os quais, muitas vezes, lhe desagradam.

O fim desta história? Muito feliz. Poliana, depois de iniciar o tratamento indicado por Dr. Chilton, dá seus primeiros passos. E, ainda, o faz reconciliar-se com a tia Paulina, seu antigo amor.

***

O filme Pollyanna, do diretor David Swift, lançado em 1960, é baseado neste romance de Eleanor Hodgman Porter. No elenco principal, as atrizes Hayley Mills e Jane Wyman assumem os papéis de Pollyanna e tia Polly (Paulina), respectivamente.

***

Na sua versão em inglês, o livro Pollyanna está disponível para download pelo site: http://www.dominiopublico.gov.br/

2 comentários:

  1. Eu li esse livro ha' tanto tempo!!!! Depois do seu post me deu vontade de ler de novo. Beijos

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  2. Oi, Lari...

    Releia mesmo! Depois de certo tempo, nós olhamos com outros olhos estas histórias tão recheadas de bons ensinamentos. É sinal de maturidade!

    Beijos, bom fim de semana!

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Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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