O leite da leoa

domingo, 16 de janeiro de 2011

O leite da leoa, do escritor polonês Isaac Bashevis Singer (Editora Record; 40 páginas), é um livro infanto-juvenil cujo enredo trata da vitória do bem sobre o mal através da influência de Mazel, o espírito do bem, e Shlimazel, o espírito do mal, na vida do camponês Tam.

A história inicia com uma aposta entre Mazel e Shlimazel para que este não mais aplique seus truques de maldade, pois, tudo aquilo que é feito em um ano pelo bem, é destruído em um segundo pelo mal. O prêmio é um barril de vinho, se Shlimazel ganhar a aposta, ou a distância do bem, se ele perdê-la.

A ação espiritual ocorre numa aldeia, onde o jovem camponês Tam vivia na extrema pobreza, quando certo dia, sob influência de Mazel, a carruagem real, ao passar por ali, perde uma de suas rodas e Tam oferece ajuda ao rei, embora nada entendesse de ferraria.

Para surpresa de todos - aldeões, servos e realeza, Tam conserta tal roda com destreza e, com isso, é levado para trabalhar no reino, passando por diversas funções até tornar-se um exímio cavaleiro real, conquistador de muitos títulos, medalhas e troféus.

Quando o rei adoece, descobre-se que o único tratamento possível era com leite de leoa. Rapidamente, Tam promete ordenhá-la! Em troca, o rei promete-lhe a princesa. Todos ficam incrédulos com a coragem e a ousadia de Tam, principalmente, o primeiro-ministro que almeja tomar o lugar do rei, desejando-lhe a morte.

Ao retornar com o jarro de leite de leoa, o espírito do mal entra em ação. Tam é induzido por Shlimazel a dizer que trouxera leite de cadela para Vossa Majestade. Por esta afronta, Tam é condenado à forca. Mas, “quando Mazel se posta atrás de alguém, este alguém obtém sucesso em tudo”.

Ocupando novamente seu lugar, depois de embebedar Shlimazel com o barril de vinho - o prêmio da aposta, Mazel definirá o destino de Tam: numa explicação ao rei, ele afirma que, por seu respeito e admiração, se comparar Vossa Majestade ao rei dos animais, o leão não passa de um cão. Será ele perdoado?

***

Minha opinião: “Por tratar de valores éticos e morais, considerei este livro fundamental para a formação educacional das crianças. Elas devem aprender, desde cedo, que o melhor rumo a seguir é sempre o do bem. Além disso, o livro é ricamente ilustrado, o que pode instigar ainda mais a vontade de lê-lo. Eu simplesmente adorei a história e até fiquei pensando que algum teatrólogo poderia transformar este livro numa peça teatral. É tão difícil encontrar opções culturais infantis...”


O Blog Sombra do Vento propôs a leitura de dois livros infanto-juvenis para o Desafio Literário 24/12 do mês de janeiro. O objetivo é ler 24 livros ao longo dos próximos 12 meses. Em fevereiro, os participantes devem ler dois livros de banca.

2 comentários:

  1. Olá!

    Nunca tinha visto esse livro, mas gostei da sua resenha (além de ter gostado do exemplar, claro). Por isso, te indiquei no Resenhas 10+, um quadro em meu blog com as 10 melhores resenhas dessa semana. Depois dê uma passada lá, espero que goste!

    Abraços e sucesso!

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  2. eu AMO esse livro e tbem postei sobre ele no meu blog:))

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Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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