Mães em guerra

domingo, 8 de maio de 2011

Escrito por Jill Kargman, Mães em guerra (Editora Essência; 284 páginas) é uma divertidíssima história sobre o comportamento materno [que pode beirar à loucura!] diante das etapas de crescimento dos seus filhos, cuja protagonista é Hannah, mãe de Violet, que é o tipo “mãe-normal”.

Ao casar-se com um empresário bem-sucedido, Josh, Hannah muda-se para Nova York. Por desconhecer a megalópole, a adaptação à nova vida é complicada porque ela tem que contar com a ajuda de quatro mulheres, do círculo social do marido, completamente fúteis e competitivas.

Bee, mãe de West, é tipo “mamãe-delícia”: é sensual e atraente, sonho de nora da Lila, a sogra-socialite de Hannah. Dedica todo seu tempo aos cuidados com o corpo. Às babás cabem a educação e o entretenimento de West.

Hallie, mãe de Julia Charlotte, é o tipo “sermãe”: seu prazer é pregar sermões educacionais, afinal ela sabe o que é melhor tanto para sua filha [chatinha!] como também para os filhos dos outros.

Lara, mãe de Maxwell, é o tipo “mãenólogo”: fala, fala e fala sem parar sobre as proezas do filho [um gênio!], como se ele fosse a única criança na face da Terra.

Maggie, mãe de Ford e Talbott, é o tipo “mãenoréxica”: após o parto do segundo filho, em poucas semanas, perdeu todo o peso acumulado na gestação. É a mais queridinha das quatro.

É aí, então, que eclode a guerra. As amigas-enxaqueca de Hannah competem entre si os melhores cursos, escolas, babás e pediatras para que os filhos se destaquem no “jetset baby”.

Mas, para Hannah, é muito melhor conviver diariamente com a filha, acompanhar o crescimento dela, participar de sua educação, brincar no parquinho, assistir desenhos animados, comer guloseimas e viver feliz com sua família. É por esta simplicidade que suas “amigas” a condenam tanto.

Para ler um trecho do livro Mães em Guerra, clique aqui.

***

Minha opinião: “Amei, amei, amei! É uma leitura de fim de semana pelo vocabulário agradável e cômico. Fiquei pensando em um encontro entre personagens. Certamente, Hannah não aprovaria as gastanças de Becky Bloom com roupinhas e acessórios infantis, afinal as crianças crescem muito rápido e logo perdem tudo. E, para superar a pressão que ela sente por uma competição da qual ela não está afim de participar, ela integraria o Clube das Chocólatras”.

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A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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