Ladrões de elite

domingo, 4 de dezembro de 2011

A audácia dos ladrões de obras de arte é o assunto central do primeiro livro da série homônima Ladrões de elite, de Ally Carter, (Editora Arqueiro; 231 páginas), que em breve estará nas telonas, numa produção da Warner Bros. A personagem principal é Katarina, uma jovem de 15 anos, pertencente à abastada família Bishop, famosa por roubos grandiosos.

Quando já estava decidida a abandonar os negócios escusos da família, estudando em colégio interno, Katarina é ameaçada pelo mafioso italiano Arturo Taccone, que acusa seu pai Bobby pelo roubo de cinco valiosas obras, as quais são espólios de guerra. Isto é, são obras que já foram roubadas uma vez pelos nazistas durante a II Grande Guerra, mas que jamais foram devolvidas ao seu verdadeiro dono.

Diante da situação de roubar quadros já roubados, Katarina precisa encontrar meios de inocentar seu pai. Para tanto, ela conta com a ajuda de seis amigos: Hale, Gabrielle, os irmãos Bagshaw, Simon e Nick. Juntos nesta empreitada, a equipe de jovens ladrões percorre diversos países do mundo em busca de informações sobre o paradeiro dos quadros de Vermeer, Monet, Degas, Renoir e Rafael; até que descobrem que estes estão no museu mais seguro do mundo, o Henley, na Inglaterra.

Em meio ao planejamento e a execução do crime, que tem prazo máximo de duas semanas para acontecer - caso contrário, o pai de Katarina morre -, a história é entremeada por um romance triangular: Katarina e seu relacionamento não-tão-bem-resolvido com Hale e o ciúme deste por Nick, que deixa transparecer sua “apaixonite” por Katarina.

Será que Katarina e sua trupe conseguirá roubar cinco quadros do museu mais seguro do mundo?

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Leia um trecho do livro.

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Minha opinião: “O enredo de Ladrões de elite é totalmente voltado para os jovens adolescentes que, por conta da pouca idade, vivem suas aventuras, sem pensar nos riscos e consequências, além dos conflitos amorosos que parecem não ter solução, nem fim. A linguagem informal do texto é atraente para este tipo de público, tornando a leitura agradável e rápida. Um aspecto negativo é que, em nota, a autora explica que as obras mencionadas são fictícias, mas o fato dos roubos nazistas é verídico. Penso que ela deveria ter explorado melhor este fato histórico, mostrando-nos outro ângulo da II Grande Guerra, que já foi amplamente mostrada nos livros, tornando-se uma história sem atrativos. Penso que esta perspectiva - dos roubos nazistas das obras de arte -, seria uma forma de recontar a história da II Grande Guerra com um gancho atrativo e desconhecido por muitos. O enredo de Ladrões de elite ficaria muito mais interessante”. 

Um comentário:

  1. A ideia do livro me fascinou bastante,e agora sabendo de todos o fato histórico fiquei mais curiosa ainda...bjim
    http://www.camilaprietto.com.br/

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A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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