Um bom tricô

domingo, 19 de agosto de 2012

Para quem gosta de artes manuais como eu, a leitura de Um bom tricô (Harlequin Books; 413 páginas), de Debbie Macomber, é obrigatória. Conta a história de Lydia Hoffman, uma mulher que se curou de um câncer e que, para recomeçar a vida, abre uma loja de aviamentos, chamada Um bom tricô, na qual oferecerá cursos de tricô. Ela aprendeu a tricotar enquanto esteve internada no hospital.

Uma vez por semana, Lydia tem encontro marcado com outras três mulheres, cada qual com seus problemas e “níveis de gravidade” - por assim dizer -, para trabalhar no primeiro projeto proposto à primeira turma do curso de tricô: uma manta para bebês recém-nascidos, nas cores que cada uma preferir. Lãs, agulhas e a receita são os materiais necessários para tal feito.

Jacqueline Donovan é uma dondoca, que vive uma crise matrimonial com Reese. Supõe que o marido tem uma amante bem mais jovem do que ela. Em breve, ambos serão avós de primeira viagem, embora não há como suportar a nora Tammie Lee, pois é preciso proteger ao filho Paul de mulheres interesseiras, ao contrário do marido - que sempre discorda dela em quaisquer assuntos.

Carol Girard almeja ardentemente ser mãe, porém não consegue engravidar de jeito nenhum. Já fez inúmeros tratamentos e agora só resta uma última oportunidade, a qual é coberta pelo plano de saúde do marido Doug. Se falhar, terão que adotar. Nesta obsessão, ela pensa em até ajudar ao irmão Rick, assumindo o filho dele, fruto de um relacionamento extraconjugal, para que a cunhada nem perceba a traição.


Alix Townsend é uma jovem rebelde que opta por tricotar para prestar o serviço comunitário proposto pelo Juiz como pagamento por seus atos ilícitos com o uso de drogas. Foi trabalhando numa vídeo locadora que reencontrou Jordan, um garoto dos tempos do colégio, frequentador assíduo da Igreja, quem a incentivará a seguir um novo caminho, voltando-se para o bem.


As quatro se reúnem todas as sextas-feiras para tricotar uma manta de bebê para neta de Jacqueline, uma para o bebê dos sonhos de Carol e uma para doação de Alix. Nestes encontros, elas compartilham suas alegrias e tristezas a ponto de tornarem-se grandes amigas. Assim como o tricô é feito ponto a ponto, a amizade também é feito gesto por gesto. De início, as alunas se estranham. Depois, se amam.


***


Minha opinião:
“Este livro nos mostra fielmente como é terapêutico um curso de artes manuais. Suas personagens entram de cabeça quente e, após uma boa tricotada (em ambos os sentidos: o de tricotar e o de tagarelar), saem aliviadas. Quem gosta de artes manuais vai ficar com uma vontade enorme de escolher cores, separar linhas, dar o ponto inicial e só parar de tricotar quando o trabalho finalizar. Eu mesma resolvi, após a leitura deste agradável livro, trabalhar por projetos, pois tenho mania de iniciar muitos trabalhos e terminar poucos – o que é bem frustrante, pois tudo fica inacabado e sem uma finalidade”.

Um comentário:

  1. Ei, Dani!

    Que bom ver novas resenhas 'tricotadas' por você! Eu sou um zero a esquerda em artes manuais, mas admiro muito quem tem esse dom maravilhoso!

    Dito isso, acho que o livro não ira me agradar, você sabe que eu gosto mais dos YA e Chick-lit.

    Um beijo e seja novamente bem-vinda à blogosfera!

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Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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