O diário de Bridget Jones

domingo, 24 de fevereiro de 2013


O Diário de Bridget Jones (Editora Record; 320 páginas), de Helen Fielding, retrata todas as preocupações da jornalista Bridget Jones, uma mulher em plena crise dos 30 que decide escrever seu diário numa daquelas promessas que são feitas na chegada do novo ano. Aliás, as resoluções do novo ano abrem os 12 capítulos que representam os meses do ano.

Assim, dia após dia, mês a mês, ela escreve sobre: o ponteiro da balança que não desce nunca, o efeito sanfona, a dieta que quase nunca é seguida, a vontade de parar de fumar, de beber e de jogar na loteria, a separação dos pais, o sonho de conquistar um homem com quem possa se casar e ter filhos e a estabilidade profissional para uma vida confortável.

Percebe-se nos relatos de Bridget Jones que ela é toda atrapalhada, o que em alguns momentos a “prejudica” - como o dia em que resolveu promover um jantar para os amigos e ela, não dando conta de preparar uma receita, acaba servindo sopa azul - e, em outros momentos a “beneficia”, como todas as suas tentativas frustradas de fugir do esnobe Mark Darcy – sim, é uma homenagem da autora ao personagem de Jane Austen, o amiguinho de infância que cresceu e é um gato bom-partido, com quem sempre se encontra nas festas familiares. Por essas e outras, Bridget Jones faz o tipo anti-heroína.

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A Folha de São Paulo publicou, em 09/11/12, que a autora confirmou que o terceiro livro da série Bridget Jones - sem nome ainda - chegará às livrarias em novembro de 2013. Neste novo livro, a história se passa em Londres e retrata uma Bridget mais madura. A propósito, O diário de Bridget Jones foi roteirizado para o cinema em 2001, tendo Renée Zellweger no papel da personagem principal, popularizando-a no mundo todo, e o segundo livro é Bridget Jones no limite da razão, que eu devo ler ainda neste ano.

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Comentário:
"O diário de Bridget Jones é um livro que me decepcionou, pois, por incrível que pareça, considero o filme bem melhor – embora eu tenha o assistido aos pedaços, quando passa na televisão. Até tentei locá-lo outro dia, mas não consegui a tempo de escrever este comentário. Como falei em outras resenhas, meu senso de humor não é tão aguçado assim como o de Bridget, por este motivo não considero o diário um livro que tenha me feito rir, ao contrário do filme. Outra coisa que notei quanto ao meu comportamento como leitora é que não gostei de ler o conteúdo dividido dia após dia, mês a mês, em horas. Compreendo que o livro é um diário, por isso essa disposição do texto, mas a leitura não fluiu. Prefiro o texto em prosa mesmo, com início, meio e fim. Aliás, não me lembro de ter lido um diário assim como o de Bridget. O lado bom de ler o livro? A leitura despretensiosa, sem pressa para concluí-la, e faz-nos refletir sobre as condições da mulher na sociedade atual. No mais... Ainda prefiro Sophie Kinsella e Carole Matthews".


Desafio Literário 2013 do mês de fevereiro é ler um livro cômico. Nesta gincana entre blogueiros, o objetivo é ler no mínimo 12 livros, sendo um por mês e de gêneros literários diferentes. Em março, os participantes devem ler um livro que tenham animais como protagonistas. 

Um comentário:

  1. Oi Dani, O Diário de Bridget Jones também minha opção de leitura para o DL do mês de fevereiro. Gostei muito e o próximo já está na minha lista.
    Beijos

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A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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