A pílula do amor

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A pílula do amor (Editora Prumo; 280 páginas), de Drica Pinotti, é um divertido romance que tem como personagem principal Amanda Loeb. Uma jovem advogada que está prestes a completar 30 anos e, por isso, está ansiosa para encontrar um novo amor que seja, de preferência, um médico, afinal seu futuro marido tem que compreender sua hipocondria e todas as suas histórias que envolvem hospitais, doenças e remédios.

Dos pretendentes: Nathan, o Dr. Celebridade, que era casado, mas se comportava como solteiro; Patrick, o Idiota, que exigiu a divisão da conta altíssima do mais badalado restaurante de NY em pleno primeiro encontro do casal; e Brian, o Vizinho Amável, que, por azar, gosta de animais e flores – duas ameaças para sua frágil saúde, que inclui suspeitas como câncer, aneurisma, cirrose, hepatite, meningite e vitiligo, sem contar as vergonhosas hemorroidas.

A hipocondria não afeta somente a vida de quem tem o transtorno, como Amanda, afeta também a vida das pessoas próximas, como a mãe dela. Juntas, elas perambulam pelos hospitais em busca de diagnósticos e remédios para doenças que não existem, embora Amanda acredite que "vai morrer a cada 10 minutos e que tem um aneurisma, dois ataques cardíacos e uma suspeita de câncer por semana; e, pelo menos, uma dúzia de gripes por mês". 

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Em três passagens da trama, a autora citou músicas que tocam no Ipod de Amanda: Radar, de Britney Spears; Love lockdown, de Kanye West; e Love story, de Taylor Swift. Super curti!

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Comentário: “Com A pílula do amor, eu estreei no universo de leitura dos e-books. Li rapidamente, em poucos dias. De início, o leitor entra na paranoia da hipocondria – de tanta doença que a Amanda acredita ter, descrevendo-as minuciosamente. Mais adiante, a trama se torna muito divertida, é quando aparecem as histórias de amor. Por fim, o desfecho criativo e cômico: Amanda ganha um pingente AB, que significa o seu tipo sanguíneo. Ri muito.”.

Um comentário:

Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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