A Pousada Rose Harbor

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Depois que eu li Um bom tricô, de Debbie Macomber, fiquei tentada em procurar outros títulos da mesma autora. Encantei-me com a construção textual e pelo modo como os capítulos são arranjados, intercalando várias histórias que, ao final, tornam-se uma só. Em A Pousada Rose Harbor, há três personagens que são unidos pela superação de suas crises existenciais, ocasionadas pelas perdas de pessoas queridas.

Jo Marie Rose perdera o marido na guerra contra o Afeganistão, em menos de um ano de casados. Para superar a dor da perda, ela decide tentar a vida em outra cidade, Cedar Cove. Com o seguro de vida do marido morto, ela compra a Pousada Rose Harbor – pois, sempre gostou de bem-receber visitas em sua casa, e administrar a pousada não seria tão difícil, afinal os moradores da cidade a receberam de braços abertos.

É na Pousada Rose Harbor que Josh Weaver e Abby Kincaid se hospedam. São os primeiros hóspedes de Jo Marie. Ambos com seus problemas que parecem não ter solução.

Josh é chamado às pressas para atender seu padrasto Richard, que não está nada bem de saúde. E ele, sendo o parente mais próximo, deveria ir cuidá-lo até a morte. O fato é que quando sua mãe morrera e, logo em seguida, seu meio-irmão também, Richard expulsara Josh de casa. Magoado, retornar à cidade, após anos do ocorrido, era massacrante demais por todas as lembranças ruins que vinham à tona em sua mente.

Abby também está atordoada por voltar à cidade, depois de 20 anos longe de tudo e de todos, incluindo amigos e familiares. Seu irmão Roger iria se casar com Victoria justo na cidade que lhe trazia as piores lembranças de sua vida. E o que mais angustiava seu coração era como encarar os moradores da cidade quando todos eles a condenavam pelo terrível acidente de carro que resultara na morte de uma pessoa.

***

Comentário: “Leitura agradabilíssima. A construção textual e o arranjo dos capítulos mantém a leitura fixa do início ao fim, com aquela expectativa ansiosa pelo desenrolar dos fatos. Não há como desgrudar do livro. A trama é envolvente, os personagens queridos e o final delicioso. Típico romance gostosinho para se ler em um domingo chuvoso, quando não se tem absolutamente nada para fazer”.

Um comentário:

Entre aspas

A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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