Melancia

domingo, 15 de novembro de 2015

Melancia (BestBolso; 490 páginas) é o quarto livro da autora Marian Keyes que eu li e, definitivamente, o melhor de todos até o momento. [Os outros foram, em ordem de leitura: Férias, Los Angeles e Sushi]. Eu me identifiquei muito com a personagem principal, Claire, na superação do luto da separação e no respeito a todos os seus estágios: da culpa pela rejeição; da esperança pelo arrependimento do outro e pelo possível reatamento; da aceitação de que “não era para ser”; da ocupação da mente com atividades diversas; até o momento de se permitir a busca por um novo amor.

Pois bem, Claire é uma das cinco irmãs Walsh, retratadas individualmente em outros livros da autora [São eles: Férias, Los Angeles, Tem alguém aí? e Chá de sumiço]. Aos 29 anos, é abandonada pelo marido James logo após o parto da bebê Kate. Com o coração partido, Claire muda-se de Londres para Dublin para morar na casa dos seus pais, junto com outras duas irmãs. De início, ela é totalmente negligente nos cuidados com sua filha e consigo mesma. Está sempre mal-humorada, aos prantos, sem vontade de se arrumar, entregue à bebida alcoólica, vivendo na escuridão do seu quarto, em profundo estado de depressão.

Quando Claire conhece Adam, um amigo de sua irmã Helen, a situação muda de figura. E nada como um peito cabeludo para sair da fossa! [kkk]. Animadíssima com a possibilidade de um romance à vista, Claire passa a cuidar de sua aparência rechonchuda como a melancia para partir rumo à conquista de Adam. É quando James calhorda ressurge na história a fim de esclarecer os motivos pelos quais ele pulou a cerca com a vizinha e atrapalhar todos os planos de Claire. Entre a cruz e a espada, Claire precisa então decidir o quê fazer da vida: retomar o casamento de três anos ou viver um novo amor.

***

Comentários: “Se me perguntassem qual personagem de livro eu seria, eu responderia certamente: Claire Walsh. Embora em minha história pessoal não há uma criança envolvida, graças a Deus, passei por todos os estágios do luto da separação, os quais foram descritos fiel e comicamente pela autora por meio de todas as peripécias da personagem. Por este motivo, considero Melancia o melhor livro de Marian Keyes lido até então. A leitura deste foi em um momento oportuno, já no estágio de fortalecimento, então pude rir muito com Claire e sua família. Caso contrário, é possível que  tenha chorado. [kkk] O fato é que a leitura foi agradabilíssima e o próximo livro da autora já está naquela minha pilha de livros não lidos, é o Cheio de Charme. Aos poucos, tenho conseguido ótimos livros chick lit nas trocas via site Skoob, o qual recomendo”.

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A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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