Noites de tormenta

domingo, 27 de março de 2016

Noites de tormenta (Novo Conceito; 259 páginas) é um romance envolvendo pessoas de meia-idade que redescobrem o amor após grandes decepções em suas vidas conjugais. O enredo “água com açúcar” se passa numa pequena cidade litorânea dos Estados Unidos, chamada Rodanthe. A previsão do tempo para aquela semana não é das melhores. Uma tempestade está chegando ao Estado da Carolina do Norte e Adrienne Willis precisa da ajuda de Paul Flanner para proteger a casa onde estão hospedados.

Adrienne é uma mulher de 45 anos, mãe de três filhos, que vive um processo de separação doloroso, ocasionado pela traição do marido. Para repensar a vida e seguir adiante sozinha, está em Rodanthe sob o convite de uma amiga, dona da pousada - que estaria ausente naqueles dias. Paul é um homem de 54 anos, pai de um filho, consagrado na profissão que escolheu - medicina, a qual sempre esteve acima de sua família, o que lhe custou sérios conflitos. Acusado pela morte de uma paciente, está em Rodanthe com a missão de esclarecer a sua versão sobre os fatos com a família da falecida.

Neste encontro inesperado, Adrienne e Paul conquistam o conforto do amor e da felicidade um ao lado do outro, ainda que por tempo limitado e com promessas de um futuro “infinito e além” que depende da vontade divina. Paul precisa ir embora para o Equador, precisa se aproximar do filho que mora lá, precisa de um ano para resolver os problemas de relacionamento familiar. Adrienne também precisa ir, mas precisa ter paciência e controlar a ansiedade porque durante um ano somente as cartas os aproximarão.

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Noites de tormenta foi adaptado para o cinema em 2008. No elenco, Richard Gere e Diane Lane vivem os personagens principais da trama, Paul e Adrienne.

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Comentários: “Embora o livro tenha poucas páginas, a leitura foi arrastada porque o romance se desenvolve aos olhos do leitor, capítulo por capítulo, sob forma de confidência entre mãe e filha - Adrienne e Amanda. O diálogo se estende da primeira à última página, tornando-se cansativo. Não é um romance tomado por surpresas. Percebe-se ao longo da leitura que o final será infeliz. Mas, de qualquer modo, transmite uma mensagem positiva sobre o amor e a felicidade”.

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A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio.
Fisiologicamente, verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.
(Júlio Ribeiro, 1845-1890)

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